Candidíase na gravidez oferece risco ao bebê?

Apesar de afetar mulheres em qualquer fase da vida, a candidíase na gravidez pode causar mais preocupação. É caracterizada por coceira intensa, corrimento anormal, vermelhidão e inchaço na vulva.

É uma infecção causada pela colonização desequilibrada do fungo Cândida, que faz parte da flora natural do nosso organismo. Tem no intestino, esôfago, boca, estômago e na mucosa vaginal, onde é mais prevalente. Por ser um lugar escuro, abafado e úmido, a vagina é propícia para o crescimento de fungos.

Em crianças, a infecção se manifesta principalmente na boca, com o chamado “sapinho”. A candidíase na mama ocorre em lactantes e pode ser transmitida ao bebê por meio do seio, mas não apresenta riscos elevados.

Causas e prevenção

A alimentação rica em açúcar e carboidratos, o desequilíbrio do PH e a queda de imunidade podem causar a candidíase. Por isso, é preciso atenção redobrada em momentos de estresse, cansaço, desordem emocional e uso de antibióticos.

Para prevenir a infecção, é recomendado que mulheres durmam sem calcinha e deixem a vagina respirar, ou seja, evitar calças apertadas e priorizar materiais orgânicos como o algodão.

Candidíase na gravidez

A gravidez aumenta os riscos da candidíase porque há uma redução de células de defesa na vagina da gestante e modificação na composição química, tornando o ambiente ideal para proliferação.

No entanto, a infecção não apresenta nenhum risco ao feto, já que ele está protegido pela bolsa amniótica. Mas, como toda infecção na gestação, e apesar do risco ser pequeno, ela deve ser tratada para evitar um trabalho de parto prematuro.

Tratamento

Segue as mesmas diretrizes do tradicional, porém com restrições a algumas categorias de medicamentos. O tratamento para candidíase é feito com:

  • Melhora da alimentação, como redução de carboidratos e aumento da ingestão de alimentos que fortalecem a imunidade, como alho, iogurte natural e limão;
  • Uso de comprimidos e pomadas vaginais;
  • Suplementos para aumentar as células de defesa, em alguns casos.

Dra. Fernanda Mauro, ginecologista e obstetra da Perinatal – CRM: 52-995185

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