Os exames ginecológicos mais importantes para a mulher

A prevenção e visitas periódicas ao ginecologista são muito importantes, mesmo na ausência de doenças. Os exames preventivos podem investigar condições mais complexas.

Mas, você sabe quais exames são necessários em cada fase da vida da mulher, e para que serve cada um deles?

Antes da puberdade

Ao longo da infância, as meninas devem realizar consultas com o pediatra para avaliar o crescimento e o desenvolvimento, fazer os exames clínicos e, eventualmente, realizar testes laboratoriais.

Muito comumente, pode haver encaminhamento para o ginecologista por queixas de corrimento vaginal. Outro ponto importante é que atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que meninas a partir dos nove anos tomem a vacina contra o HPV, por ser a melhor forma de prevenir a infecção.

Dos 20 ao 30 anos

Neste período, o ginecologista solicita uma série de exames que detectam infecções sexualmente transmissíveis, especialmente nas situações de maior risco de exposição a esses microrganismos.

Além disso, o preventivo é muito importante no auxílio do diagnóstico de várias condições e também no rastreamento de câncer de colo de útero.

Em caso de resultados anormais, é indicado que o médico recomende a Colposcopia ou a Vulvoscopia. Ambos os exames não precisam ser feitos com frequência, exceto quando solicitados pelo ginecologista.

Já a ultrassonografia das mamas é solicitada especialmente para ajudar na avaliação de alterações encontradas durante o exame físico das mamas. Nessa fase da vida da mulher, a mamografia não é indicada como um exame de rotina.

Gestantes

O ginecologista pode solicitar exames como hemograma completo para verificar a presença de anemias, Papanicolau, perfil hormonal e sorologias assim que o casal decide ter um filho.

Nos casos de suspeita de diabetes gestacional, podem ser pedidos glicemia em jejum e teste de tolerância à glicose oral – 75g. Além disso, investiga-se o histórico familiar para saber se a mãe tem ou pode desenvolver pressão alta e problemas no coração.

Durante os nove meses, a gestante realiza diversos exames no pré-natal. No primeiro, segundo e terceiro trimestres, por exemplo, o obstetra deve solicitar a ultrassonografia morfológica com doppler colorido – método usado para medir o fluxo sanguíneo da mãe e do bebê.

No primeiro trimestre, a ultrassonografia, avalia o risco de Síndrome de Down e pré-eclâmpsia. Nessa fase da gestação, pode ser feito o NIPT, exame de sangue materno que também detecta síndromes fetais.

Já no segundo trimestre de gestação, a ultrassonografia é realizada ao longo da 20ª e 24ª semana, e verifica as chances de malformação, além de determinar o sexo do bebê e monitorar os seus sinais vitais.

Nos últimos três meses da gravidez, o exame serve para avaliar o crescimento do bebê, o líquido amniótico, o cordão umbilical e a placenta.

Dos 30 aos 40 anos

A partir dos 30 anos, a mamografia pode ser solicitada em caso de histórico familiar presente de câncer de mama.

Após os 40 anos, a mamografia é o melhor método de rastreamento do câncer de mama, permitindo um diagnóstico precoce.

O ultrassom transvaginal também pode ser requisitado. Costuma ser solicitado quando há queixas de cólicas menstruais e dores abdominais, sintomas muito comuns da endometriose. Outra finalidade do exame é verificar alterações relacionadas a sangramentos e infertilidade.

Dos 40 aos 50 anos

A dosagem hormonal está na lista de exames de rotina das mulheres. Durante a menopausa, por exemplo, o ovário diminui a produção de hormônios como o estrogênio e a progesterona, o que pode gerar consequências, como alterações de energia, oscilação de humor e problemas nos ossos.

O coração da mulher também precisa de atenção nessa fase. A partir dos 40 anos, é recomendado que as mulheres façam avaliações cardíacas, que deve ser iniciada antes se a mulher apresentar predisposição genética ou fatores de risco, como tabagismo, hipertensão, obesidade, diabetes e sedentarismo.

Dos 50 anos em diante

O rastreamento de doenças como o câncer de mama e de colo de útero e os testes clínicos acompanham a mulher durante a vida toda.

Somam-se a esses cuidados a realização de densitometria óssea, que irá investigar a osteoporose, que aumenta após a menopausa.

A partir dos 50 anos também é comum que o intestino da mulher fique mais lento e uma alimentação balanceada pode ajudar a superar esse problema. Quando o incômodo não passa, é fundamental procurar um médico porque é a partir dessa idade que as chances de câncer de intestino aumentam. Para confirmar o diagnóstico, pode ser solicitado uma colonoscopia.

Exames de sangue e avaliação oftalmológica também são cuidados preventivos de rotina nessa fase.

Agora que você sabe quais são os principais exames, converse com seu médico e mantenha-os em dia.

Dra. Mariana Conforto, ginecologista e obstetra da Perinatal – CRM 52.96454-9

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