Infertilidade e endometriose. Dr. Alexandre Stadnick, coordenador do Centro de Ginecologia da Perinatal/Rede D’Or aborda sobre o tema e caso clínico de sucesso

No Mês Mundial da Conscientização da Endometriose, o coordenador do Centro de Ginecologia da Perinatal/Rede D’Or, Alexandre Stadnick, comenta sobre um caso clínico recente de uma paciente que foi operada na instituição. “Ela veio encaminhada por um especialista em infertilidade para avaliação de endometriose com foco intestinal”. De acordo com o médico, suas queixas incluíam dor, infertilidade e dor ao evacuar. Após as primeiras consultas foi sugerida uma intervenção cirúrgica por laparoscopia com a equipe multidisciplinar. “O procedimento foi realizado com objetivo de ressecção de focos de endometriose e segmento intestinal, além da avaliação de fator tubário”, explica Dr. Alexandre.

Por se tratar de um caso delicado, que reduz o potencial fértil da paciente, o tempo e a investigação são cruciais para o sucesso do tratamento. Nesse episódio, por exemplo, Dr. Alexandre conta que havia uma grande preocupação com a infertilidade. “Esse foi um dos motivos da cirurgia. O planejamento cirúrgico contou com a avaliação das trompas e restauração da anatomia dos órgãos pélvicos”. O médico pontua que o medo de não poder ter filhos é algo muito comum entre as mulheres diagnosticadas com endometriose. “A doença pode estar presente em 50% dos casos de infertilidade feminina”.

Na história relatada por Dr. Alexandre Stadnick, o final foi feliz para todos os envolvidos. Com 33 anos, a paciente está grávida e terá seu filho na Perinatal. “Esse é um momento de muita felicidade para nós, que fazemos parte do Programa de Endometriose da instituição”, pontua o médico. A alegria se estende pela assistência a uma doença, que até pouco tempo, não era muito debatida. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 15% da população feminina pode ser portadora de endometriose. São 15 milhões de mulheres no Brasil. “As campanhas de conscientização são muito importantes porque ainda temos um diagnóstico da endometriose atrasado. Devemos sempre valorizar a queixa da mulher, desde a adolescente com cólica menstrual. Que recuperemos a qualidade de vida de nossas pacientes e que elas possam realizar o sonho da gestação”, finaliza Dr. Alexandre.

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