Obstetras e olhar atento aos transtornos de ansiedade e depressão

A gravidez e a chegada de um bebê significam muitas mudanças no futuro próximo do casal. Para as mulheres é um momento muito desafiador. Sendo assim, pode ser um gatilho para a manifestação ou o agravamento de uma doença mental materna. Dr. Fernando Maia, obstetra da Perinatal (Rede D’Or) explica que é importante que o médico integre na sua rotina o rastreio de saúde mental durante a gestação e o puerpério. “O Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia preconiza que o rastreio seja feito, pelo menos uma vez durante o período perinatal, e sempre que as pacientes apresentem sintomas de depressão e ansiedade. A Academia Americana de Pediatria recomenda que os pediatras investiguem as mães para depressão pós-parto nas consultas de 1, 2 e 4 meses. Em Alberta, no Canadá, a triagem é realizada pelas enfermeiras da Saúde Pública a partir do calendário de imunização do bebê”, pontua o especialista.

Em relação a saúde do feto, no caso de uma mãe com depressão, Dr. Fernando revela que uma metanálise publicada nos Archives Womens Mental Health, em janeiro de 2021, demonstrou que os transtornos mentais pré-natais maternos parecem estar associados com um aumento moderado no risco de natimortalidade e mortalidade infantil, embora os mecanismos envolvidos não sejam claros. No entanto, algumas publicações sugerem que a placenta pode proteger o feto em desenvolvimento das alterações maternas que poderiam ter consequências adversas para o seu desenvolvimento. Ou seja, o tema ainda é controverso. “No que se refere aos riscos para a mãe não há dúvida! A depressão pós-parto representa uma das maiores causas de mortalidade e morbidade materna a longo prazo, contribuindo para 20% das mortes maternas no período pós-parto, sendo considerada um sério problema de saúde pública”, explica.

De acordo com o obstetra, o uso de medicamentos em quadros depressivos deve ser discutidos o psiquiatra para que seja avaliada a melhor estratégia de tratamento para as gestantes e puérperas, sempre pesando os riscos e benefícios. Já as pacientes em tratamento para depressão que desejam gestar devem se consultar com obstetra e o psiquiatra previamente.

Com o aumento do número de casos de depressão e transtorno de ansiedade, por conta da pandemia, é fundamental que a gestante possua um amparo da família e dos seus médicos. “Um fator muito importante no tratamento destas mulheres, e que pode ser ofuscado pelo estigma das doenças mentais, é buscar suporte social. Seja do cônjuge, família, grupos de apoio organizados, amigos, vizinhos ou qualquer um que possa ajudar.”

Diretor Técnico Médico:
Dr. José Maria de Andrade Lopes
CRM 226222 RJ

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