Câncer de colo de útero

Câncer de colo de útero é um tumor que se desenvolve a partir de alterações chamadas de lesões precursoras de alto grau, classificadas assim conforme a proporção de epitélio anormal, que se não tratadas podem se transformar em câncer.

Também chamado de câncer cervical, se caracteriza por uma replicação desordenada do epitélio de revestimento do órgão, que compromete o tecido subjacente – chamado de estroma – e pode invadir estruturas e órgãos próximos ou à distância.

Leia nosso artigo para saber sobre causas, tratamentos e mais segundo a ginecologista e uma das coordenadoras do setor de Ginecologia e Cirurgia Minimamente Invasiva da Perinatal Barra, Dra Karen Panisset.

Quais são as causas?

O câncer do colo do útero é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV), chamados de tipos oncogênicos, especialmente o HPV-16 e o HPV-18, responsáveis por cerca de 70% dos cânceres cervicais.

Quais são os sintomas?

O câncer do colo do útero é uma doença de desenvolvimento lento que pode não apresentar sintomas em fase inicial. Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal anormal intermitente ou associado às relações sexuais, conteúdo vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais.

Quais são os fatores de risco?

O principal fator de risco para o câncer de colo uterino é a infecção pelo HPV. A transmissão ocorre por via sexual. Consequentemente, o início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros aumentam o risco de aquisição da infecção. Outros fatores associados são o tabagismo e estados de imunossupressão.

“Neste contexto, o uso de preservativos (camisinha masculina ou feminina) durante a relação sexual com penetração protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.” afirma a Dra Karen.

Como é realizado o diagnóstico?

A história clínica detalhada e o exame ginecológico completo incluindo, o toque vaginal, para avaliar o volume do colo, e o toque retal, para avaliar os paramétrios, cujos achados poderão reforçar a suspeita diagnóstica. No entanto, existem casos de câncer de colo que só são identificados microscopicamente.

E aí reside a importância da colpocitologia, do exame especular associado à colposcopia para visualização da lesão e, principalmente, da biópsia com a retirada de pequena amostra de tecido do colo do útero para análise microscópica que selará o diagnóstico.

Qual a relação entre o HPV e o câncer?

A infecção genital pelo HPV é muito frequente e transitória, regredindo espontaneamente entre seis meses a dois anos após a exposição. Entretanto, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer.

Essas alterações são descobertas facilmente no exame preventivo (Papanicolaou) e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica deste exame. E caso haja a disponibilidade de recursos, testes de detecção e genotipagem de HPV de alto risco oncogênico podem ser solicitados para mulheres acima dos 30 anos.

“Além de aspectos relacionados à própria infecção pelo HPV (subtipo, carga viral, infecção única ou múltipla), fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar os mecanismos ainda incertos que determinam a regressão ou a persistência da infecção e a progressão para lesões precursoras ou câncer.” comenta a doutora.

A vacina contra o HPV impede o desenvolvimento do câncer?

A vacinação contra o HPV e a realização do preventivo se complementam como ações de prevenção deste tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade recomendada – a partir dos 25 anos – deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV.

Quais são os tratamentos?

O tratamento para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico. Entre eles estão a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. O tipo de tratamento dependerá do estágio de evolução da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade da paciente e desejo de ter filhos.

O prognóstico da doença varia conforme o tipo de células que compõem o tumor e o seu grau de diferenciação. As chances de cura e de sobrevida são determinadas por todos estes fatores.

O rastreamento do câncer de colo uterino – aplicação do preventivo em mulheres assintomáticas, aparentemente saudáveis, com objetivo de identificar lesões precursoras ou sugestivas de câncer e de encaminhá-las para investigação e tratamento – bem como o diagnóstico precoce – em pacientes com sinais e/ou sintomas da doença – são cruciais para diminuir sua mortalidade.

Dra Karen Panisset, ginecologista da Perinatal

CRM 5269383-9

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