O que um médico espera para 2021?

O ano de 2020 foi protagonizado por um vilão invisível, aos nossos olhos, e heróis – que estiveram na linha de frente da maior pandemia do século XXI. Profissionais que conheciam a crise, através da literatura, se viram diante de um acontecimento histórico, que culminou em óbitos, pesquisas e muitas dúvidas vindas de toda parte. Mas o que esperar para 2021? Sabe-se que a COVID-19 ainda estará presente no próximo ano, e o SARS-CoV 2 permanecerá circulando na comunidade. Diante desse panorama, Isabella Cleinman, médica do serviço de controle de infecção hospitalar da Perinatal, explica que as medidas de mitigação ainda serão necessárias, mesmo após a vacina – como ocorreu em pandemias anteriores. “Apesar da expectativa para o inicio da imunização, haverá uma demora até que grande parte da população seja vacinada para se alcançar a ‘imunização de rebanho’.

Atualmente, com uma previsão positiva diante do cenário, Isabella lembra que nem tudo foram flores durante 2020. “Foi um ano de muito desafio para lidar com o desconhecido. Estamos aprendendo sobre a COVID-19, sua evolução clínica e complicações”. Para especialista, a enxurrada de informações foi um motivo a mais para que a comunidade científica exercesse sua função com o dobro de responsabilidade.  “Houve a necessidade de filtrar as fontes, pois nem todas eram confiáveis. Em virtude de tudo, criamos fluxos dentro do hospital para proteger tanto nossos colaboradores, quanto pacientes. Tivemos que lidar com o medo de contrair a doença”, desabafa.

Mesmo seguindo todos os protocolos de segurança e higiene, médicos e enfermeiros precisaram se adequar a um novo mundo em seus atendimentos. Foi necessária adaptar suas rotinas e de seus familiares. Foi um ano de afastamento, isolamento e reclusão. Segundo Isabella, um dos maiores aprendizados nesse período foi sobre resiliência. “No começo foi bem difícil para todos, tanto no campo profissional, como no pessoal.  Mas depois com a organização das informações, o manejo adequado dos fluxos, para tornar tudo mais seguro para todos, conseguimos ver que estávamos no caminho certo”. 

Se no começo de tudo, a vacina era uma incógnita, hoje se tornou realidade. No entanto, não é hora para relaxar.  A especialista indica que as medidas de prevenção continuem sendo mantidas, para que não haja colapso – principalmente durante o período de festas. Isabella explica que, mais do que nunca, as pessoas devem se manter em casa e evitar aglomerar em núcleos familiares distintos. “Estamos tão próximos da vacina, que não podemos colocar a perder todo o esforço que já passamos”.

Isabella Barbosa Cleinman, médica infectologista da Perinatal.
CRM – 5289678-0

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