O que é reposição hormonal?

Terapia de reposição hormonal é um tratamento que consiste na utilização dos hormônios que param de ser produzidos pelos ovários: o estrogênio e progesterona. 

O estrogênio é o hormônio responsável pela melhora dos sintomas apresentados, mas pacientes que têm útero devem utilizar também a progesterona para prevenção do câncer de endométrio. Pacientes que realizaram histerectomia (retirada do útero) podem realizar a reposição hormonal somente com estrogênios. 

Quais os efeitos colaterais da reposição?

Os principais efeitos colaterais observados em pacientes que realizam reposição hormonal são sangramento vaginal de graus variados, inchaço, cefaléia, alterações do humor e dor na mama.

Quais os prós e contras?

Os principais prós relacionados à utilização de reposição hormonal são:

  • Melhora dos sintomas climatéricos, principalmente as ondas de calor;
  • Aumento da lubrificação vaginal, com consequente melhora do desempenho sexual;
  • Prevenção de problemas relacionados à osteoporose, como fraturas e diminuição do risco de câncer de colorretal. 

A melhora do perfil de colesterol e diminuição do risco de infarto do miocárdio é ainda controversa, porém acredita-se que a longo prazo, a terapia de reposição poderia aumentar o risco. 

Os contras são: pequeno risco maior de desenvolver câncer de mama; aumento do risco de acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e embolia pulmonar; possibilidade de retorno de sintomas relacionados à endometriose, se a paciente apresentava estas doenças antes da menopausa.

Que tipo de paciente pode ser indicado à reposição?

Pacientes saudáveis que apresentam sintomas relacionados ao climatério são candidatas à utilização de reposição hormonal. A recomendação atual indica a utilização por tempo curto (menos de cinco anos) para diminuir os efeitos indesejados a longo prazo. 

Reposição hormonal não é recomendada para pacientes com antecedente de câncer de mama, doença coronariana, acidente vascular cerebral, sangramento genital sem causa definida, assim como pacientes com alto risco de desenvolver qualquer condição citada acima.

Dra. Michelly Motta, ginecologista da Perinatal

CRM 5273000-9

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