Equipe médica da Perinatal comemora alta de paciente com prematuridade extrema

Nascido depois de apenas 23 semanas de gestação e com 550g, Tomás passou sete meses internado na UTI Neonatal antes de conhecer seu lar, onde hoje vive com a mãe, Mayza. Devido a significativa imaturidade de seus órgãos, a equipe médica o manteve em uma incubadora umidificada, dentro da qual sobreviveu com ajuda de monitores e respiradores microprocessados. Ao longo de boa parte deste período, enquanto esteve inabilitado a se alimentar através do intestino, recebeu inicialmente nutrição parenteral endovenosa e posteriormente recebeu alimentação a base de leite materno e de fórmulas específicas para prematuros extremos. “Recebeu alta em excelente condição nutricional e com avaliação neurológica bastante satisfatória. A expectativa é que tenha um desenvolvimento neuropsicomotor adequado”, comemora o Dr. Fernando Martins, diretor clínico da UTI Neonatal da Perinatal.

No início do tratamento, antes da melhora do quadro nutricional, Tomás chegou a perder 130g. De acordo com Martins, é comum recém-nascidos perderem entre 5% e 8% do peso no período nos dias subsequentes ao parto. Em prematuros, essas perdas podem ser ainda maiores, devido à eliminação de líquidos. Existem riscos associados a este processo, como desidratação e hipotensão arterial, que, no limite, podem causar insuficiência renal. “Nesta fase é fundamental o bom conhecimento dos aspectos fisiológicos próprios dos bebês prematuros extremos para que tudo fique bem”, ressalta o médico.

Tomás já tinha seis meses de vida quando os médicos interromperam a oxigenioterapia. Na reta final do período de internação, precisou ser submetido à gastrostomia, pois não foi conseguiu se alimentar por via oral com segurança. Hoje, no conforto do colo de Mayza, Tomás recebe visitas regulares de pediatra, fonoaudiólogo e fisioterapeuta, que o preparam para os desafios que estão por vir.  Os prognósticos são otimistas. Casos de sobrevivência em condições de prematuridade extrema são raros e exigem equipe médica com conhecimento específico apurado e um centro médico munido de tecnologia de ponta. “A evolução de Tomás nos enche de orgulho e reafirma nossa missão: cuidar dos bebês gravemente enfermos com muito carinho durante o período necessário, até que possamos dar alta e deixá-los sob os cuidados de seus pais. A boa relação de confiança que conquistamos e mantivemos com a família também foi fundamental durante todo este longo período de internação”, ressalta Martins.

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