O que é a pílula do dia seguinte? Para quem ainda não entende direito sua função, vamos explicar. A pílula do dia seguinte é um método anticoncepcional utilizado em casos de emergência como, por exemplo, após uma relação sexual desprotegida, para evitar a gravidez. No entanto, para usar esse recurso é preciso ter conhecimento sobre o medicamento e estar ciente dos possíveis efeitos colaterais. A pílula do dia seguinte não é um método recomendado pelos ginecologistas para uso frequente e não substitui a pílula anticoncepcional de 21 ou 28 dias ou contínua. Consultamos a profissional Mariana Conforto para saber qual é a forma correta de usá-la.
Pílula do dia seguinte: como funciona?
Lembrar de tomar a pílula alguns dias depois da relação sexual porque ficou com uma pulguinha atrás da orelha não vai adiantar. De acordo com a ginecologista, a pílula do dia seguinte deve ser utilizada o mais rápido possível após a relação desprotegida. “Ela perde a eficácia gradativamente se for utilizada muitas horas depois da relação”, diz. O recomendado é ingerir a pílula até 72 horas após a transa sem camisinha. Portanto, ao ter uma relação desprotegida é muito importante não deixar para muitas horas depois do ato para maximizar o efeito. “Se for utilizada em até 24h após a relação sexual tem eficácia de até 95%”, acrescenta Mariana.
A pílula do dia seguinte e seus possíveis efeitos colaterais
A pílula do dia seguinte, assim como o anticoncepcional, pode apresentar alguns efeitos colaterais. “Náuseas e vômitos, fadiga, tontura, sangramentos anormais, cólicas entre outros”, diz a médica. Pode acontecer da mulher também não sentir nenhum deles, contudo, é possível que os desconfortos sumam rapidamente. Vale lembrar que a pílula do dia seguinte não é indicada para quem já utiliza algum método contraceptivo hormonal, pois a soma dessas doses hormonais trazem prejuízos para a saúde da mulher.
A pílula do dia seguinte deve ser usada com cautela
De acordo com a ginecologista, não é recomendado o uso frequente desse método de emergência. Além de ser uma ingestão de hormônios em uma quantidade muito elevada, aumentando a chance de potencializar os efeitos colaterais, ela pode desregular o ciclo da mulher: “O ciclo pode ficar irregular e perdermos o parâmetro de como está o ciclo e a avaliação dos sangramentos, se são considerados normais e/ou esperados”, esclarece a profissional. Por isso, mais uma vez lembramos que ela não é um método recomendado para qualquer situação, apenas em casos emergenciais. A principal forma de prevenir uma gravidez é fazendo uso correto de pílulas anticoncepcionais e/ou uso de camisinha, que também previne doenças sexualmente transmissíveis (DST).
Fonte: Só Delas
Dra. Mariana Conforto, ginecologista da Perinatal
CRM 52.96454-9
Deixe um comentário